quinta-feira, 17 de março de 2011

Um banquete sensível

Zélida sabia que ser aranha era um privilégio. Rodolfo, gafanhoto, há vários anos não entendia por que tanta habilidade em tecer um mundo de faz-de-conta.

- É realidade! – retrucava Zélida, questionada por Rodolfo, amigo de Pablo besouro, que ficava tentando desestruturar o talento da aranha benevolente. Ela apenas fiava, fiava, sem interromper a sua meta.

Um belo sábado, uma formiga desconhecida estava procurando alimento.

- Olá! – falou Pablo.

A formiga continuou seu trajeto, sem responder, mas resolveu deixar um pedaço de folha na teia. Naquela noite, todos foram convidados para um banquete. O bolinho de folha enrolada, regado a neblina, ficou uma delícia.

Depois da meia-noite, Rodolfo começou a estudar mais a natureza e batizou a formiga: Gina.   


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Parada das Miudezas

    A hipnose era certa. A Parada das Miudezas, no meu regimento, seria sempre uma visita obrigatória. Para uma criança de cinco anos de ida...