sábado, 28 de novembro de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Gato no jardim










Acrílica sobre tela - 40 x 40 cm - Agosto/2015

Intertexto para Gonçalves













    Minha terra tem pau d'arco
    onde cantam os bem-te-vis
    as aves tão sertanejas 
    misturam-se sem rima

    Imponentes ingazeiras
    Frondosas oiticicas 
    juremas que atraem anuns
    cactáceas todas poéticas  

    Beleza estranha à prova 

    Gonçalves Dias, aviso
    cumpro o exercício de antes:
    a palavra vem nascendo 
    como a fonte que salva do exílio.










sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um mapa selvagem





Com fome, o pequeno Anari se pôs entre as estrelas das árvores-de-avainha e correu, como se então o seu complexo de sementes não o fosse. 

De dentro do arrebol, rios se propagavam, enquanto Dona Ata’Darrinaã gritava entre os pulmões. 

- Anari, jê vi condon coquetabo. Há ná, Anari! 

E borboletas de saanha em pântalos oestes, ferveram, pegaram fogo, enquanto. Enquanto Anari se jogava no portal. Anari se ria, seus pelos da cabeça se entrelaçavam e se alegravam com um horror sem carinho. De posse de um mapa selvagem, Anari morreu sozinho. Até hoje.   





João Pessoa, julho/2002



Parada das Miudezas

    A hipnose era certa. A Parada das Miudezas, no meu regimento, seria sempre uma visita obrigatória. Para uma criança de cinco anos de ida...